Obras no Rio Araújo começam com rebaixamento de aterro na Ceasa e recuperação das margens em São José

Intervenção nas margens do Rio Araújo

A Prefeitura de São José deu início às obras no Rio Araújo, que incluem a intervenção nas margens do rio localizadas na área do estacionamento da Ceasa, nos fundos do Condomínio Residencial Gerôncio Thives. A obra começou com o rebaixamento do aterro, feito por uma escavadeira hidráulica, e a partir da próxima fase, outras duas máquinas serão adicionadas ao processo.

Essas intervenções foram resultado de um acordo judicial mediado pelo Ministério Público de Santa Catarina, que visa melhorar o escoamento do Rio Araújo e reduzir riscos de alagamentos na região. O projeto inclui a retirada controlada do material, a construção e a recuperação de taludes, além da criação de uma área com capacidade para reter cerca de 6 milhões de litros de água.

Acordo judicial e cronograma das obras

A obra, com previsão de duração de aproximadamente 30 dias, dependerá das condições climáticas e da organização do estacionamento da Ceasa. O engenheiro da Secretaria de Infraestrutura, Nardi Arruda, ressaltou que a primeira etapa envolve a retirada do aterro e a readequação das margens do rio. O acordo judicial permite a remoção de até 6 mil metros cúbicos de material, permitindo a adequação da geometria das margens e melhorando a capacidade de passagem da água.

obras no Rio Araújo

O início das obras foi atrasado em cerca de 70 dias devido a recursos apresentados pela Ceasa, que questionava as intervenções na área. Após uma vistoria técnica, o MPSC e as partes envolvidas chegaram a um acordo que possibilitou avançar com as obras no Rio Araújo, incorporando melhorias para a recuperação da área.

Recuperação ambiental e vegetação ciliar

Além das obras de infraestrutura, o acordo estabelece medidas para a recuperação ambiental da área de preservação permanente. A Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de São José será responsável pela elaboração de um projeto que visa recompor a vegetação ciliar utilizando espécies nativas da Mata Atlântica. A responsabilidade pela implantação e custeio desse projeto ficará a cargo da Ceasa, que também fará o monitoramento do plantio por um ano após a conclusão das obras.

Esse esforço visa proporcionar ganhos significativos tanto no aspecto ambiental, com a recuperação da vegetação e a proteção das margens do Rio Araújo, quanto no aspecto social, garantindo mais segurança para os moradores nas áreas adjacentes ao rio, especialmente com a previsão de eventos climáticos mais intensos. Assim, as obras no Rio Araújo representam um importante passo para a melhoria da infraestrutura local e a proteção ambiental.