Jogo aberto na Alerj: figurinhas carimbadas na política carioca, Val Ceasa, João Drumond e Renato Machado recebem milhares de votos enquanto aguardam decisão do TSE

Registro indeferido e os votos sub judice

As recentes eleições no Rio de Janeiro trouxeram à tona a situação de candidatos que, apesar de receberem milhares de votos, enfrentaram o indeferimento de seus registros pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Entre eles estão Val Ceasa, João Drumond e Renato Machado, cujas candidaturas foram prejudicadas por alegações de vínculos com organizações criminosas.

Val Ceasa obteve 47.080 votos, João Drumond recebeu 55.759 e Renato Machado somou 48.300. Apesar de suas votações expressivas, seus registros foram considerados nulos pelo TRE-RJ, resultando na classificação dos votos como “sub judice”. Isso significa que, por enquanto, suas votações não são computadas nas contagens oficiais.

Ainda assim, a votação dos candidatos em questão levanta discussões sobre a composição futura da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), especialmente considerando que essa situação pode dar lugar a reavaliações e possíveis reversões de decisões no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Val Ceasa

Impactos na composição da Alerj

A eventual reversão das decisões que indeferiram os registros de Val Ceasa e João Drumond poderia impactar diretamente a composição da Alerj. Ambos estão vinculados à Federação Renovação Solidária, que inclui o PRD e o Solidariedade, e poderiam assumir as cadeiras que inicialmente não estão contabilizadas para eles por conta da situação judicial.

Atualmente, a totalização da votação na Alerj não considera esses votos, uma vez que são dependentes da resolução dos recursos apresentados ao TSE. Se esses registros forem aceitos, uma nova totalização das eleições será necessária, o que pode alterar a distribuição de cadeiras entre os partidos.

A situação de Val Ceasa é particularmente delicada, uma vez que o TRE-RJ ao indeferir seu registro alegou evidências de conexão com o Terceiro Comando Puro (TCP), uma facção criminosa da Zona Norte do Rio. Embora tenha sua defesa argumentado que tal decisão não representa uma condenação, a análise continua a resultar em incerteza sobre seu futuro político.