Chuvas elevam preços da alface e cebola na Ceasa/MS

As chuvas e a redução da oferta elevaram os preços da alface crespa e da cebola nacional na Ceasa/MS. A alface crespa teve alta de 11,20%, enquanto a cebola subiu 10% em relação ao período anterior.

A previsão de chuvas acima da média no Sudeste mantém o risco de novas perdas na produção de alface. Em Minas Gerais, a menor disponibilidade de cebola também contribuiu para a elevação dos preços.

Na semana de 5 a 10 de outubro de 2026, o preço do tomate atingiu R$ 200, superando significativamente a média habitual. Em contrapartida, cenoura, maçã nacional e melão espanhol registraram quedas nos preços.

preços da alface e cebola

Aumento nos preços da alface e cebola

As recentes chuvas nas regiões produtoras influenciaram a alta nos preços da alface e da cebola na Ceasa/MS. Na semana de 5 a 10 de outubro, a alface crespa registrou um aumento de 11,20%, enquanto a cebola teve uma elevação de 10% em relação ao preço anterior. Além disso, o tomate também apresentou um aumento de 5%, atingindo R$ 200, valor consideravelmente acima da média habitual.

A escassez de alface crespa se deve a dias chuvosos em setembro, que prejudicaram a qualidade das folhas e resultaram em perdas significativas nas lavouras. Esta situação gera um cenário preocupante para o futuro, uma vez que a previsão do tempo indica chuvas acima da média para o Sudeste, o que pode causar novas dificuldades na produção.

Impacto das chuvas na produção

A disponibilidade reduzida de cebola no Triângulo Mineiro e em Goiás também tem contribuído para a alta nos preços. O saco de 20 quilos de cebola passou de R$ 90 para R$ 100, pressionado por fatores climáticos que dificultaram a colheita em Minas Gerais. As chuvas constantes provocaram interrupções nos trabalhos dos produtores, resultando na diminuição da qualidade de parte dos bulbos.

A combinação de baixa oferta e a proximidade do fim da safra em regiões como São Paulo acentua as dificuldades no abastecimento, o que pode manter os preços elevados nas próximas semanas. Embora o tomate também tenha sido afetado, outros produtos como cenoura, maçã nacional e melão espanhol observaram quedas nos preços, apresentando um cenário um pouco mais favorável para esses itens.

Elevação do preço do tomate

O tomate, que chegou a R$ 200, teve sua elevação causada pela restrição de oferta, que está ligada ao final da primeira fase da safra de inverno em algumas regiões produtoras. A alta nos preços, embora ocorra, pode impactar negativamente as vendas, uma vez que o comércio no atacado tende a desacelerar com o aumento dos preços.

Queda nos preços da cenoura, maçã e melão

Por outro lado, a cenoura teve um recuo significativo de 11,11%, caindo de R$ 100 para R$ 90 devido ao aumento da oferta em Cristalina (GO). O pico da colheita dessas cenouras deve ocorrer até o final de outubro, o que poderia manter a pressão para a baixa nos preços. Também, a maçã nacional viu seus preços reduzidos em 9,17%, enquanto o melão espanhol ficou mais barato em 6,59%.

Esse cenário variado nos preços reflete não apenas as condições climáticas, mas também a dinâmica do mercado e a demanda por diferentes produtos. As cotações apresentadas pela Ceasa/MS são utilizadas como referência no mercado atacadista e podem variar conforme a origem e qualidade dos produtos.