No dia 22 de setembro de 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou os recursos de Val Ceasa e Chiquinho da Mangueira, que seguem com suas candidaturas barradas.
Decisão do TRE-RJ sobre Val Ceasa
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) decidiu, por unanimidade, na última terça-feira (22), manter o indeferimento da candidatura do ex-deputado Val Ceasa (PRD), que já havia sido barrada anteriormente. A Corte tomou essa decisão com base em indícios de um suposto vínculo eleitoral de Ceasa com a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Val Ceasa havia apresentado novos recursos, contestando a decisão anterior em que foi considerado inelegível. No entanto, sua defesa foi rejeitada e o acórdão do tribunal reafirmou a existência de “indícios robustos, precisos e concordantes” sobre a ligação do candidato com atividades ilícitas. Entre os elementos que embasaram a decisão estavam investigações que sugeriam uma intervenção de Ceasa em operações policiais relacionadas a imóveis de traficantes.

A desembargadora eleitoral Tathiana de Carvalho Costa, relatora do caso, argumentou que a atuação de Val Ceasa estaria colocando seu mandato a serviço de uma organização criminosa, utilizando sua influência política para proteger interesses da facção.
Implicações legais para Chiquinho da Mangueira
Em um caso semelhante, o candidato Chiquinho da Mangueira (Avante) também teve sua candidatura barrada pelo TRE-RJ. A Corte decidiu, por unanimidade, manter o indeferimento de seu registro de candidatura devido a uma condenação anterior por improbidade administrativa. A condenação resultou na suspensão dos direitos políticos de Chiquinho, o que o torna inelegível até janeiro de 2029.
A defesa de Chiquinho argumentou que a condenação não deveria ser considerada uma causa de inelegibilidade, porém, o Ministério Público Eleitoral (MPE) sustentou a impossibilidade de registro enquanto os direitos políticos estiverem suspensos. Assim, a decisão do TRE-RJ reforça a importância da legalidade no processo eleitoral, deixando claro que candidatos com pendências judiciais relevantes enfrentam sérios obstáculos para se manterem nas disputas eleitorais.